quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sempre que me pego tomando chá quente, percebo que preparo o primeiro gole sorvendo apenas o ar , antes mesmo que o líquido toque minha língua. Gesto estranho. O ar sorvido e não soprado. Como posso esperar, e sempre espero, que a bebida venha na temperatura adequada? Para meu espanto, o líquido chega queimando língua e garganta. Só então relembro do que seria o mais correto: soprar para resfriar. Tal como sempre bebo o primeiro gole de chá, se me era na vida. No ímpeto, no desejo de absorver , queimava o corpo, a alma por inteiro. Houve um tempo em que viver assim não me causava dano ou pelo menos pensava que não. Hoje só me permito esquecer e sorver sem medo meu primeiro gole de chá... Quanto ao restante do que desejo, todo cuidado é pouco. Viver neste tempo presente queima tanto por fora, que eu não resistiria nem um segundo ser queimada mais uma vez aqui dentro. Conclusão? A vida é melhor para os que sabem soprar. E tenho dito.

sábado, 20 de setembro de 2008

A primeira linha... Fácil, difícil ? Não sei... Sei que ela é sua, assim como é seu este meu nome. Um carinho, uma homenagem, um apelido. A primeira leitura de minha palavra é sua. Sem censura, sem correção. Só sentimento, respeito, compreensão. Dorme agora, Zaka e acorda leve como sempre, que a essência da vida é papillon.